Marcel Breuer tinha pouco mais de 20 anos quando desenhou a peça que mudaria sua carreira. Inspirado no guidão de sua bicicleta, ele usou tubos de aço curvados para criar uma estrutura leve, geométrica e radicalmente nova. A ideia parecia simples: substituir a madeira maciça por um material industrial, barato e resistente. Mas a execução era quase futurista para a época.
Bauhaus em estado puro
A Wassily nasceu no ambiente da Bauhaus, escola alemã que unia arte, artesanato e tecnologia. Naquele momento, a Bauhaus buscava formas universais e funcionais, distantes da ornamentação burguesa do século XIX. A cadeira traduz esse espírito: limpa, racional, mas ainda confortável. O nome “Wassily” só veio depois, em homenagem ao pintor Wassily Kandinsky, professor na Bauhaus e um dos primeiros a receber uma dessas cadeiras.
Expansão e símbolo
Quando a empresa Thonet começou a produzir a cadeira em larga escala nos anos 1920, o design se espalhou pelo mundo. Nos anos 1960, a Knoll passou a fabricá-la de novo, consolidando seu status como peça icônica. Hoje, é presença garantida em museus de design e interiores modernos.
O que faz dela um clássico
A Wassily não é só bonita: é inteligente. Sua estrutura tubular permitia leveza e resistência ao mesmo tempo. O desenho simples, quase como linhas no espaço, conversa com qualquer ambiente sem envelhecer. É o tipo de peça que não depende de moda ou tendência: atravessa décadas porque resolve um problema de maneira elegante e definitiva.
Curiosidades
- A Wassily foi a primeira cadeira da história feita com tubos de aço dobrados, um processo recém-desenvolvido na época.
- O design de Breuer influenciou gerações, chegando até as cadeiras de praia dobráveis que usamos hoje.
- A peça original tinha assentos de lona; versões posteriores ganharam couro e até tecidos coloridos.
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