É ano de Olimpíadas, tempo de descobrir os trajes sociais das delegações e as mais recentes inovações em design ou em tecnologia nos uniformes de performance dos atletas. Sempre tem algum aperfeiçoamento que, em diversos casos, termina por respingar nas roupas que vestimos no dia a dia. Você talvez nem saiba, mas algumas das peças hoje clássicas do nosso guarda-roupa urbano, tem influência direta do universo esportivo. Aqui vão alguns exemplos:
A Camisa Polo
A camisa polo teve sua origem nas quadras de tênis nos anos 1920, quando o tenista francês René Lacoste criou uma blusa de malha confortável e prática para substituir as camisas tradicionais usadas para o esporte até então. Originalmente, as polos eram destinadas exclusivamente à performance esportiva, mas, ao longo do tempo, seu design clássico, com gola dobrável – para proteger a nuca do sol – e fechada por botões, tornou-se popular como uma opção alinhada para os homens também nas ruas. O apelido de Lacoste era “O Crocodilo”, daí o símbolo inconfundível no peito das polos da marca até hoje.

Décadas mais tarde, estilistas como Ralph Lauren ajudaram a popularizar a camisa polo como um ícone de estilo masculino, associando-a a um visual sofisticado e descontraído, tanto em ambientes esportivos quanto sociais, e até no trabalho! Desde então, a camisa polo tem sido uma peça básica e essencial no guarda-roupa masculino, um símbolo de elegância e casualidade. Na Oficina, você encontra versões em diferentes tipos de algodão, com uma infinidade de opções de cores, para encaixar bem nas diferentes situações do seu cotidiano.
A Calça Jogging
A calça jogging também surgiu na década de 1920, projetada para proporcionar liberdade de movimento aos corredores e praticantes de diferentes modalidades esportivas durante os treinos. Era feita de materiais leves e orgânicos, como lã ou algodão, e já possuía os punhos ajustáveis na barra das pernas para evitar que a calça enrolasse durante o exercício. Com o passar do tempo, a calça jogging deixou de ser exclusivamente utilizada para atividades esportivas e ganhou popularidade como uma opção confortável e casual para uso diário.

Na década de 1970, com o aumento da cultura fitness e o interesse por roupas confortáveis, a peça começou a ser adotada como um item de moda casual. Nas décadas seguintes, estilistas e marcas de moda começaram a inserir elementos da calça jogging em suas coleções, transformando-a em um ícone de moda urbana e streetwear, associada ao estilo descontraído e contemporâneo. Os punhos na barra e os cordões na cintura foram incorporados aos mais diferentes tipos de calças, do jeans à alfaiataria, e hoje dão tempero fashion às peças mais básicas e tradicionais.
Os Sneakers
A febre dos sneakers começou a ganhar força nos anos 1980, impulsionada principalmente pela cultura hip-hop e pelo surgimento da cultura sneakerhead. Naquele período, os sneakers começaram a ser vistos não apenas como calçados esportivos, sobretudo ligados ao basquete, mas também como símbolos de estilo e status. Marcas como Nike e Adidas lançaram modelos icônicos, como o Nike Air Jordan e o Adidas Superstar, que se tornaram objetos de desejo entre os jovens. Nos anos 1990, o lançamento de edições limitadas e colaborações entre marcas e celebridades elevaram ainda mais a popularidade dos sneakers. A cultura sneakerhead cresceu, com colecionadores ávidos por modelos exclusivos e raros.

Com o avanço da internet e das redes sociais nas últimas décadas, a cultura dos sneakers se tornou ainda mais global e acessível. Lançamentos de novos modelos passaram a ser eventos altamente antecipados, e o mercado de revenda de sneakers atingiu proporções significativas. Atualmente, os sneakers são mais do que apenas calçados; são objetos de culto, expressões de identidade e formas de arte, refletindo as tendências da moda, cultura pop e estilo de vida contemporâneo.
O Hoodie
O hoodie – também chamado, simplesmente, de moletom com capuz –, tem suas origens nos anos 1930, nos Estados Unidos. Além de aquecer atletas em seus treinamentos – juntamente com a calça jogging –, ele foi pensado como uma peça prática de vestuário para trabalhadores em ambientes frios, como armazéns e docas. O design incluía um capuz anexado à parte de trás do agasalho, proporcionando calor extra para a cabeça e proteção contra ventos frios. Ao longo das décadas, o hoodie de moletom evoluiu de sua função inicial como roupa de trabalho para se tornar uma peça de vestuário popular em diversos contextos. Durante os anos 1970 e 1980, o hoodie ganhou destaque na cultura do hip-hop nos Estados Unidos, sendo usado por artistas e jovens urbanos como uma expressão de estilo e identidade. A partir dos anos 1990, marcas de moda começaram a produzir hoodies em massa, tornando-os acessíveis ao público em geral.

O hoodie de moletom se tornou uma peça básica no guarda-roupa casual, sendo usado não apenas para atividades esportivas ou trabalho, mas também como parte de um estilo de vida descontraído e urbano.
Tecidos Antitranspirantes
A moda incorporou os tecidos antitranspirantes tecnológicos das roupas esportivas ao perceber os benefícios funcionais que esses materiais ofereciam. Originalmente desenvolvidos para atletas, esses tecidos são projetados para absorver a umidade do corpo e evaporá-la rapidamente, mantendo a pele seca e confortável durante a prática esportiva. Com o tempo, designers de moda perceberam que esses materiais poderiam ser adaptados para roupas do dia a dia, oferecendo não apenas conforto, mas também estilo e praticidade. Assim, começaram a ser utilizados em uma variedade de peças, desde camisetas e calças até vestidos e casacos, ampliando o alcance dos benefícios dos tecidos tecnológicos para além do contexto esportivo. Essa tendência também reflete a crescente demanda por roupas versáteis e funcionais que atendam às necessidades do estilo de vida contemporâneo.
