O carioca João Zecchin, de 34 anos, é sócio de um fundo de investimentos totalmente focado em startups e comanda uma equipe de sete pessoas. Inquieto, ele também pilota helicópteros, é velejador, triatleta e pai, sua mais recente e transformadora atividade. O pequeno Noah, de 2 anos e meio, chegou para mudar a dinâmica do nosso personagem, que passou a moderar seu apetite pelo risco, no trabalho e na vida.
Hoje sou mais caseiro e penso duas vezes antes de fazer as coisas, pois agora tenho uma responsabilidade que eu não tinha.
Com uma carreira de sucesso precoce, João já morou em Miami, sempre se recusou a fixar endereço em São Paulo, terra das oportunidades no mercado financeiro, e preferiu continuar em São Conrado, no Rio de Janeiro, bairro onde nasceu, cresceu e desenvolveu laços sólidos com amigos e com a natureza propícia para inúmeras atividades esportivas. Ali na região, ele já praticou kitesurf, surfe e, na Pedra da Gávea, arriscou-se na escalada. Esse amor pelo Rio também faz com que ele prefira investir profissionalmente em projetos locais, ao lado de outros internacionais.
Meu propósito é ajudar as pessoas a construírem os seus sonhos.
Aluno da Escola Americana do Rio de Janeiro, na Gávea, ele queria ser fotógrafo, chegou a aplicar para uma faculdade em Nova York, mas mudou de ideia e decidiu cursar economia. Montou o seu primeiro fundo no segundo ano de faculdade e logo foi chamado para tocar uma mesa de crédito de um banco em Miami. Trancou os estudos e se mandou. Era a primeira vez que moraria sozinho. Ficou na Flórida por três anos, tirou brevê de piloto por lá para poder voar ao Brasil quando se aventurou no negócio de compra e venda de helicópteros. “Foi um período divertido; eu era muito novo, tinha um cargo legal, ganhava dinheiro, mas faltava o tal do propósito”, lembra. Retornou então ao Brasil e abriu, com três sócios, a Fuse. De cara, ajudaram a alavancar a plataforma de couriers Loggi, que virou um negócio gigante. E o resto é história. De sucesso. “Tive a sorte de poder escolher o caminho que eu queria trilhar ainda muito jovem.” Para João, qualidade vale mais do que quantidade. Hoje, ele atende não mais do que cinco empresas por ano, apesar de receber contato de 2 mil. E ele é bom no que faz: além do sucesso no case Loggi, uma empresa de tecnologia belga multiplicou por 7 o seu valor depois que recebeu a assessoria da Fuse, por exemplo.
Assim como aconteceu na sua trajetória profissional, João aprendeu a se adaptar às inconstâncias da vida, seja com a recente paternidade ou na vela, esporte que é uma tradição em sua família. “Você se adapta às variáveis, aceita o que não dá para controlar e se molda. Funciona para a vida. Até 90% das coisas que eu faço dão errado, mas foco no que dá certo. Sou um otimista”, explica. Com o dinheiro que ganhou nos EUA, João comprou um primeiro barco, em Parati. Ia todo fim de semana, frequentava o clube de regatas com os senhores aposentados, aprendeu a velejar com eles. Quando vendeu sua participação na Loggi, conseguiu comprar um barco maior, que fica atracado no Rio. “Minha relação com o barco é de lazer, uso no fim de semana, mas não faço mais regatas, apesar de ser competitivo. Agora quero viajar com ele e levar o Noah.” Outra paixão que virou hobby é a fotografia. Fã de analógico, João admite que perdeu um pouco o tesão depois da revolução digital. “O celular matou um pouco o romantismo do ofício.” Apesar disso, ele mantém uma coleção de câmeras antigas para exercitar a arte nas horas vagas.
João é muito intenso e busca sempre um equilíbrio. A escolha por morar no bucolismo de São Conrado passa por aí. Para treinar o triatlo, acorda às 3 da manhã, pedala até as 7h30, volta para casa, descansa e vai para o trabalho, onde fica das 10h às 19h. À noite, é hora de curtir o filho e a mulher, Ayna, advogada. No dia seguinte, repete a maratona, mas troca o pedal pela natação na piscina do Flamengo. Não contente, ele anda se aventurando também pelo golfe.
A versatilidade e praticidade de João se aplicam também quando o assunto é estilo. “Tento não gastar muito tempo escolhendo roupa, então adotei um padrão. Prefiro estar confortável do que estar arrumado e engomado demais. Tenho roupas parecidas, de cores claras como azul e branco. Eu só visto algo mais escuro se for para sair à noite.” Sua combinação favorita é camisa branca e jeans, mas o “uniforme” também aceita uma polo ou uma camiseta lisa. Tudo a ver com a Oficina! Suas peças preferidas na marca são a calça e a bermuda da linha maleável e as camisas de algodão com corte mais ajustado.
Me identifico com a marca porque, com ela, estou sempre alinhado, mas extremamente confortável. Prefiro me manter neutro no visual, para ressaltar meu conteúdo próprio.
Match perfeito entre os DNAs paulistano da Oficina e o carioca de João!
